quinta-feira, 19 de abril de 2007

Geração de Energia Elétrica pelas Ondas do Mar


Planeta Coppe
Segen Estefen* e colaboradores**


A busca por alternativas energéticas que causem menos impactos ao meio-ambiente passou a fazer parte do planejamento estratégico das nações. O aproveitamento do comprovado potencial energético dos oceanos configura, atualmente, como uma possibilidade promissora para produzir energia limpa. Marés, ondas e correntes marinhas são recursos renováveis, cujo aproveitamento para a geração de eletricidade registra significativos avanços tecnológicos e apresenta vantagens, em termos de acessibilidade, disponibilidade e aceitabilidade, que vêm sendo propagadas pelo Conselho Mundial de Energia (2000) para o desenvolvimento de alternativas energéticas.

Estimativas recentes indicam que a energia contida nas ondas do mar é de cerca de 10 TW (1 Terawatt = 1000 Gigawatt), equivalente a todo o consumo de eletricidade do planeta. Obviamente há restrições quanto ao uso de grandes áreas dos oceanos, devido às rotas de navegação, regiões turísticas e de lazer, assim como pelos decréscimos associados ao rendimento dos conversores. Contudo, ainda revela-se significativa a quantidade de energia dos oceanos a ser convertida em eletricidade. O percentual de 10% de aproveitamento do potencial energético total das ondas, considerado realístico para as próximas décadas, representaria acréscimo da ordem de 1000 GW na matriz energética mundial.

A geração de eletricidade pelas ondas se configura também como uma nova oportunidade para negócios no setor de energia. O aumento da demanda, impulsionado pelo crescimento da economia mundial e comércio cada vez mais globalizado, está inserido num cenário de preocupações com temas como o aquecimento global e o alto preço do petróleo. Estima-se que a consolidação da tecnologia de aproveitamento da energia das ondas se dê num prazo de 10 a 15 anos. As tecnologias que se mostrarem comercialmente competitivas irão disputar cerca de 5 % do mercado mundial de energia elétrica. Além disso, deve-se considerar que, em médio prazo, com o declínio das reservas petrolíferas, a substituição parcial por energias limpas e renováveis irá priorizar os recursos ambientais locais.

Considerando que a extração da energia eólica já se encontra em fase comercial, enquanto a extração das energias das ondas ainda está em fase de desenvolvimento, com alguns protótipos em operação, as estimativas revelam-se ainda mais positivas. Admitindo o valor de dois milhões de dólares por MW instalado de energia das ondas e um mercado correspondente a 5% da potência instalada em termos mundiais, este setor poderia movimentar recursos da ordem de um trilhão de dólares.

Leia o artigo completo

Créditos:
* Segen Estefen: Coordenador do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ, onde é professor titular de Estruturas Oceânicas e Tecnologia Submarina.
** Colaboradores: Paulo Roberto da Costa, Marcelo Martins Pinheiro, Eliab Ricarte, André Mendes, Paulo de Tarso Esperança

Legenda:
modelo reduzido do sistema de geração, na escala 1: 6,5,
em teste no Tanque Oceânico da COPPE/UFRJ.

[19/12/2006]

5 comentários:

Henrique disse...

Adorei esta matéria, por ser uma idéia tão pouco divulgada e conhecida, parabéns...
Aproveito para indicar um site que tem uma idéia ótima, todo o conteúdo é colocado pelos usuários e tem como foco o meio ambiente: www.conexaoterra.com.br, eles estão começando ainda, quanto mais divulgação melhor...

Alexandre disse...

oi henrique!

q bom q vc curtiu!
deu uma olhada no link pro artigo completo?
lá tem várias fotos explicando como funciona esse tipo de geração.

gostei do site q vc indicou!
incluí na lista de sites indicados!
se souber tb de blogs legais, é só dar a dica...

abraço,
alex

Tobias Amorim disse...

Creio que uma outra alternativa poderia ser a utilizacao da energia marinha como plataformas de petroleo. Quero dizer, que elas se encontrariam em alto mar e lá produziriam a energia e poderia ser utilizadas para hidrolizar a agua e produzir O2 e H2.
O H2 poderia ser transportados utilizando-se dos navios já existentes para transporte de gás e assim como os mesmos, esses se abasteceriam de H2 em células combustiveis provocando com isso um mínimo em poluicao. A liberacao do O2 seria como uma industria de fotosintese que aumentaria a concentracao de Oxigenio da atmosfera.

Alexandre disse...

Olá Tobias,
O potencial em alto-mar é realmente bem maior. Abaixo vão duas dicas de artigos relacionados:

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Scientific American Brasil
Edição Nº 53 - outubro de 2006
"Plano B para a energia"

Trecho:
"A maior vantagem da energia das marés é sua total previsibilidade", diz Roger Bedard, líder de energia oceânica do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica. "Mas em escala global, ela nunca será grande." Em pouquíssimos lugares as marés se movem com rapidez suficiente.
Ondas energéticas são mais caprichosas, mas também mais comuns. Uma análise do grupo de Bedard descobriu que se apenas 20% dos recursos de ondas em alto-mar comercialmente viáveis dos Estados Unidos fossem explorados por estações de ondas com 50% de eficiência, a energia produzida excederia toda a geração hidrelétrica convencional do país.
Quatro empresas realizaram recentemente testes marítimos de seus projetos de conversão de ondas. Uma delas, a Ocean Power Delivery, logo deve começar a obter 2,25 MW ao largo da costa de Portugal de três de suas máquinas Pelamis de 120 metros de comprimento. Se tudo sair bem, encomendará mais 30 este ano (2006).
Artigo completo em: http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_106.html

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Scientific American Brasil
Edição Nº 59 - abril de 2007
"Rede de força numa economia baseada no hidrogênio"

Trecho:
"Tubos criogênicos e supercondutorees poderiam ser conectados a uma SuperRede que simultaneamente forneceria energia elétrica e hidrogênio combustível"

A partir de maio o artigo completo deve estar disponível em:
http://www2.uol.com.br/sciam
Por enquanto, só comprando a edição que está nas bancas...

Rafaela Aparecida disse...

Eu nao gostei dessa materia,achei muuuuuuitooooo chata,por isso culpo vcs por ter tirado 0 no meu trabalho que peguei de vcs
DEEEEEERRRRRR