Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Experimento usa luz do Sol para limpar ar

Um experimento em teste na Suíça promete transformar desertos em áreas mais capazes de tirar CO2 do ar que densas florestas

Felipe Zmoginski, de INFO Online
28 de janeiro de 2009


















Uma das vilãs do aquecimento global é a destruição de matas. Afinal, com menos árvores no planeta, menos vegetação transforma gás carbônico em oxigênio.

Em contraposição às florestas cheias de biodiversidade, os desertos são considerados quase que totalmente estéreis para o planeta e para o combate ao aquecimento global.

Um experimento desenvolvido pelo pesquisador Aldo Steinfeld no Instituto de Tecnologia da Suíça propõe inverter esta equação, usando desertos a favor da despoluição do planeta.

Partes de carbono por milhão

Medições em diferentes pontos da Terra indicam que nossa atmosfera possui hoje 385 partes por milhão de dióxido de carbono. Para muitos cientistas, esta já é uma proporção ruim e a concentração de moléculas de carbono estão ao menos 100 partes por milhão acima do que estava há um século. Esta proporção, aliás, tende a crescer com a crescente queima de combustível fóssil por carros, fábricas e usinas de eletricidade.

A ideia de Aldo é desenvolver máquinas que possam sequestrar carbono e devolver à atmosfera apenas ar limpo, livre das substâncias que geram o aquecimento global. Estas tecnologias, na verdade, já existem mas enfrentam um grave obstáculo: são caras e demandam muita energia.

O processo básico envolve concentrar uma grande quantidade de ar poluído num cilindro com hidróxido de sódio. Se este meio for aquecido a temperaturas superiores a 400º C, as moléculas de carbono reagem com o hidróxido de sódio e são transformadas em carbonato de cálcio. Assim, o oxigênio fica livre do gás carbônico e pode ser liberado na atmosfera. O resultado da reação são apenas resíduos não tóxicos, que podem ser enterrados.

O dilema elementar desta tecnologia é que para aquecer o ar a 400º C é preciso tanta energia que os benefícios para o planeta acabam anulados pela maior necessidade de gerar eletricidade.

A ideia de Aldo é usar energia solar para fazer esta reação e, de quebra, reciclar os resíduos transformando-os em hidróxido de sódio, substância fundamental para realizar a operação.

Deserto produtivo

Assim, um sistema com grandes parabólicas capta a energia solar e a usa para aquecer cilindros onde o ar poluído da atmosfera é concentrado. Lá dentro, o ar reage com uma solução de hidróxido de sódio e separa o oxigênio do gás carbônico.

Numa segunda fase, os resíduos da operação são submetidos a uma temperatura de 1000ºC em meio a uma solução com hidróxido de cálcio. O resultado é a conversão dos desetos em hidróxido de sódio reciclado, uma substância fundamental para alimentar a “usina de oxigênio”.

Como só funciona sob Sol forte, o experimento deveria ser instalado em desertos, propõe o professor. Isto transformaria desertos em áreas economicamente interessantes para uma futura economia de créditos de carbono.

Na opinião de Aldo, seu invento poderia se somar a outras atitudes como a adoção de energia limpa nas fábricas e o uso de combustível fóssil nos carros. Mais do que simplesmente impedir que mais gás carbônico seja lançado na atmosfera, o recurso consegue reverter os males já causados à atmosfera, retirando moléculas de CO2 dela.

Para ser efetivo, porém, o projeto precisaria ser aplicado em larga escala nos desertos do mundo. O pesquisador acha isso plenamente possível se os governos do mundo onerarem as fábricas e usinas poluentes, obrigando-as a financiar estes projetos.

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Ministério Público investiga excesso de alumínio na água consumida em Florianópolis

por Luiz Nunes, especial para o UOL, em Florianópolis
(o blog agradece a Barbara Schlösser pela indicação desta notícia)

Parte da água consumida na área central de Florianópolis está contaminada por até cinco vezes a quantidade de alumínio permitida no produto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A constatação foi feita após a realização de exames encomendados pelo síndico de um condomínio, cuja tubulação apresentou corrosão.

Em um dos exames realizados por um laboratório privado nesta semana, o índice de alumínio na água constatado foi de 0,5%, quando o permitido pela legislação é de 0,2%. Antes, em julho de 2007, outro laudo de análise revelou a presença de 1% de alumínio no produto fornecido - ou seja, cinco vezes o padrão estabelecido pela Anvisa.

"Se prejudica o cano, imagine o ser humano", afirma o síndico Paulo Machado, que pediu os exames depois de receber uma carta da construtora do condomínio, sobre a corrosão da tubulação de cobre. Como a coleta foi feita na água antes de ela chegar ao condomínio, a suspeita é que a contaminação atinja parte da área central da cidade. O caso é apurado pelo Ministério Público. A própria companhia que fornece o produto fará testes em toda a Grande Florianópolis.

O alumínio é uma substância presente naturalmente na água, variando seu teor de acordo com o local onde ela é coletada. O produto pode ser contaminado tanto por falhas no tratamento quanto na emissão entre a estação e os consumidores.

Segundo a Anvisa, no anexo da portaria número 518, de 25 de março de 2004, o padrão de aceitação para consumo humano é 0,2% por que, excedida essa porcentagem, a ingestão pode causar riscos à saúde. O alumínio é um composto neurotóxico que, em longo prazo, pode causar encefalopatia grave em pacientes que sofrem diálise renal, podendo levar a distúrbios neurológicos. Os riscos podem estar relacionados ao aumento dos casos de mal de Alzheimer, à formação de compostos químicos cancerígenos e à metemoglobinemia - doença que faz com que o ferro não transporte oxigênio ao sangue. A presença de metemoglobina no sangue pode provocar tontura, fadiga, taquicardia, náusea, vômito, sonolência, coma e, raramente, levar à morte.

Antes de efetuar a denúncia, o síndico procurou a Companhia de Águas e Saneamento de Santa Catarina (Casan) para pedir esclarecimentos. A empresa estatal encaminhou resposta alegando que a água fornecida estava dentro do padrão estabelecido pela Anvisa, o que foi contestado com base nos exames encomendados pelo condomínio, anexados à denúncia ao Ministério Público Federal, em setembro de 2007.

Por questão de competência, o MPF repassou o caso ao Ministério Público de Santa Catarina, que instaurou um inquérito civil e solicitou à Vigilância Sanitária de Florianópolis a realização de exames na água fornecida. Em razão da falta de fiscais em âmbito municipal, o trabalho foi transferido para a Vigilância Sanitária Estadual, que ainda não se manifestou junto ao MPSC.

O problema é que o único laboratório público que poderia realizar as análises para a Vigilância está em reformas. Assim, os exames foram feitos pela própria Casan e levados ao órgão de fiscalização. "A Casan nos informou que foi feita a troca do sal de alumínio utilizado no tratamento da água. No dia que isso aconteceu, o teor ficou elevado de fato.

Mas a Casan vinha monitorando mais freqüentemente e nos passando os laudos, dizendo que estavam normalizados os teores de alumínio", alega a diretora da Vigilância Estadual, Raquel Bittencourt.

O promotor Fábio Trajano, que instaurou o inquérito, afirma que a estatal fez o monitoramento e apresentou laudos mostrando que a situação estava regularizada. "Depois, recebemos novo exame feito a pedido do condomínio, dizendo que o alumínio ainda está acima do limite", diz.

O diretor da região metropolitana da Casan, Juscinir Gualberto Soares, afirma que novos testes estão sendo feitos em diversos pontos da Grande Florianópolis. Os resultados devem ficar prontos na próxima semana. "Em 2007 e agora, foram problemas pontuais. Não contestamos os laudos particulares, mas as análises que a Casan faz não detectam esses índices de alumínio", defende.

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Código ambiental de Santa Catarina é falso

por Laudelino José Sardá *

O projeto do Código Ambiental de Santa Catarina, que o governo enviou à Assembléia Legislativa, não é o mesmo elaborado sob a coordenação da Fatma e que mereceu o aval de entidades representativas da sociedade. Um outro projeto - por isso, falso - surgiu na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, e foi entregue ao governador Luiz Henrique da Silveira, que o encaminhou à aprovação do Legislativo. Afinal, onde foi parar o projeto de consenso? Por que os deputados Onofre Agostini e Antônio Ceron, secretário da Agricultura, apresentaram e avalizaram esse falso projeto, que afronta a legislação federal, reduzindo as APPs (Áreas de Preservação Permanente), tornando-se por isso inconstitucional? Se os deputados aprovarem essa falsa proposta, será possível regularizar propriedades que agridem a natureza e com certeza muito pouco sobrará do que resta da Mata Atlântica.

O governador Luiz Henrique determinou há cerca de dois anos que a Fatma abrisse discussão em torno do código ambiental. O ritual foi cumprido, e muitas entidades representativas participaram. Será que o governador está sabendo da manobra política que cerceia o direito da sociedade catarinense de indicar normas capazes de salvar o seu patrimônio natural? Qual o direito da Secretaria de arrogar-se a se sobrepor-se a uma decisão d a sociedade? O governo tem assumido, nos últimos anos, uma postura em defesa do meio ambiente, e para manter-se coerente precisa retirar o falso projeto da Assembléia e saber onde foi escondido o projeto da Fatma, sob pena de provocar uma avalanche de ações populares, e a necessária intervenção do Ministério Público.

* Jornalista e professor

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Programação preliminar do CBENS & ISES-CLA

Como divulgado em postagem anterior, será realizado, de 18 a 21 de novembro de 2008, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, o evento conjunto:
II CBENS – Congresso Brasileiro de Energia Solar – e
III ISES-CLA – Conferência Latino-americana da International Solar Energy Society

O evento tem por objetivo promover – através de palestras, apresentação de trabalhos, mesas redondas, minicursos e Mostra Tecnológica – o intercâmbio de informações e experiências entre universidades, institutos de pesquisa, empresas, órgãos governamentais, agentes do setor elétrico e associações civis.

As áreas abordadas incluem, além das conversões térmica e fotovoltaica da energia solar, a energia eólica, o uso energético da biomassa, micro centrais hidrelétricas, energia das marés e das ondas e células a combustível, entre outros temas afins.

O enfoque é científico e tecnológico, mas será dada ênfase também aos debates relacionados às políticas energéticas no Brasil e nos demais países da América Latina, à viabilização econômica das tecnologias abordadas, e aos impactos sócio-ambientais decorrentes do uso (e do não uso) das fontes renováveis de energia.

Segue a relação de palestras e minicursos já confirmados.

Palestras confirmadas

Dirk Assmann - Alemanha
Agência Alemã de Cooperação Técnica - GTZ GmbH
É um dos autores do livro “Renewable Energy: A Global Review of Technologies, Policies and Markets”
Tema da palestra: A Lei de Energias Renováveis da Alemanha (EEG) e seus efeitos no estabelecimento da geração solar fotovoltaica naquele país

Eduardo Lorenzo - Espanha
Professor da Universidad Politécnica de Madrid, UPM
Instituto de Energía Solar
Tema da palestra: A energia fotovoltaica conectada à rede e seu mercado na Espanha

Enio Bueno Pereira - Brasil
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
Chefe da Divisão de Clima e Meio Ambiente
É um dos autores do “Atlas Brasileiro de Energia Solar”, publicado pelo INPE em 2006.
Tema da palestra: Projeto multinacional SWERA (Solar and Wind Energy Resource Assessment) de mapeamento dos recursos energéticos solar e eólico em diversos países em desenvolvimento.

Hermann Scheer - Alemanha
Presidente da Eurosolar e do WCRE (Conselho Mundial de Energias Renováveis)
Deputado alemão que foi o principal responsável pela lei que pôs em prática o maior programa de incentivo às fontes renováveis da Alemanha.
Autor dos livros: “Energy Autonomy: The Economic, Social and Technological Case for Renewable Energy” e “The Solar Economy: Renewable Energy for a Sustainable Global Future”
Tema da palestra: Programa alemão de incentivo às fontes renováveis de energia

Ignácio Cruz Cruz - Espanha
CIEMAT - Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas
Departamento de Energias Renovables
Temas da palestra: Aerogeradores de grande e pequeno porte interligados à rede, e
Certificação de aerogeradores de pequeno porte

Monica Oliphant - Austrália
Presidente de ISES (International Solar Energy Society)
Tema da palestra: Sistemas fotovoltaicos interligados à rede em áreas urbanas

Roberto Schaeffer - Brasil
Professor Associado do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ
Integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC)
É um dos autores do relatório “Climate Change 2007: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Fourth Assessment Report of the IPCC”
Tema da palestra: Efeitos do aquecimento global na disponibilidade das fontes renováveis de energia


Minicursos confirmados

Energia Solar Térmica – Samuel Luna de Abreu
Energia Solar Fotovoltaica - Fundamentos e Aplicações – Trajano Viana
Simulação Computacional de Sistemas de Conversão de Energia Solar – Arno Krenzinger
Eficiência Energética em Edificações – Roberto Lamberts

Mais informações em www.cbens-crlises.com.br

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Google investe mais de US$10 milhões em energia geotérmica

Google Discovery, 20/8/2008
por Renê Fraga


Google.org, o braço filantrópico do Google, anunciou recentemente que irá investir mais de US$10 milhões no aprimoramento de sistemas de energia geotérmica. O anúncio também incluiu um fundo para pesquisas e desenvolvimento de uma nova geração de tecnologia para mapeamento de fontes geotérmicas, ferramentas de informação EGS e um plano futuro para uso da energia.

"Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido a necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade". Wikipédia



Notícias Relacionadas

* Google.org investe USD$ 130 milhões em térmica movida a energia solar
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* Google.org anuncia investimentos na empresa de energia solar BrightSource Energy

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O blog agradece a Gonçalo Coelho pela indicação desta notícia.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Comissão aprova uso da Cide para construir ciclovias

Portal da Câmara dos Deputados, 18/08/2008

A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou na quarta-feira (13) substitutivo do deputado José Paulo Tóffano (PV-SP) ao Projeto de Lei 3228/08, do Senado, que dá prioridade, no Plano de Transporte Urbano Integrado, às bicicletas e ao transporte coletivo, em relação a veículos motorizados e ao transporte individual. O texto prevê reserva de local para o estacionamento de bicicletas e o uso dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a construção de ciclovias.

A proposta, que altera o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), também amplia o número de municípios obrigados a elaborar um plano de transporte compatível com o plano diretor, ou nele inserido. Atualmente, isso deve ser feito apenas em cidades com mais de 500 mil habitantes. Se o projeto for transformado em lei, a exigência valerá para todas as cidades com plano diretor - municípios com mais de 20 mil habitantes.

Tóffano incluiu, no texto, diretriz para promover a delimitação de faixas exclusivas para motocicletas. E foram incorporados ao substitutivo trechos de propostas que tramitam apensadas, como os PLs 1160/07, 2717/07 e 3437/08, respectivamente dos deputados Antonio Bulhões (PMDB-SP), Alexandre Silveira (PPS-MG) e Manuela D'Ávila (PCdoB-RS).

Tramitação
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo e em regime de prioridade pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Google investe em carro elétrico

Fonte: underGoogle.com
Por nandokanarski, 3/8/2008


Google.org é uma fundação do Google destinada, entre outras coisas, a incentivar o uso de energia alternativa, como a energia solar e o Álcool brasileiro. Recentemente a fundação anunciou um investimento em duas empresas, Aptera Motors e ActaCell, responsáveis pelo desenvolvimento de carros elétricos.

O primeiro investimento - de $2.75 milhões - em carros elétricos, fazem parte do projeto “RechargeIT“, que terá objetivo de criar uma frota de milhões de carros “plugáveis na tomada”. As empresas que receberem o investimento foram:

* Aptera Motors de Carlsbad, California, que está construindo um carro ultra-eficiente, baseado em melhorias aerodinâmicas e materiais ultra-eficientes. O primeiro protótipo da Aptera chegou a mais de 100km/litro nos testes, mas eles também estão desenvolvendo um carro totalmente elétrico, como também um carro híbrido, baseado no mesmo design.

* ActaCell localizada em Austin, no Texas, a empresa trabalha para comercializar novas baterias de lithium-ion desenvolvidas na Universidade do Texas. A Tecnologia da ActaCell aumenta a vida das baterias e diminui custos, além de adaptá-las para uso em veículos.

O Protótipo da Aptera se chama Aptera Typ-1 e já pode ser reservado por cidadãos da California, poderá ser adquirido a partir de 2009 por aproximadamente 27.000 dólares e terá uma autonomia de 190km com uma carga completa. Veja mais informações sobre o veículo e o formulário de inscrição no site da Aptera.

Veja um protótipo do Aptera Typ-1 no vídeo abaixo:



Fonte original: Blog Oficial do Google.org