quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Amazônia, uma região de poucos

Terra sem lei
por Andreia Fanzeres
O Eco
22.08.2007

Ativistas do Greenpeace acompanhados por dois jornalistas franceses tiveram no início desta semana a real dimensão do que acontece na Amazônia quando o Estado está ausente. A idéia era pousar em Juína, maior cidade do noroeste de Mato Grosso, para fazer um sobrevôo e observar as causas persistentes do desmatamento, que notadamente diminuiu no estado de dois anos para cá. Mas na região noroeste existe a Terra Indígena Enawenê Nawê e uma área de litígio onde se pretende ampliá-la, conhecida como gleba Rio Preto. E ver tudo isso foi o suficiente para mobilizar toda a sociedade juinense, inclusive a polícia, que manteve os visitantes como reféns por 24 horas e os expulsou da cidade antes que houvesse mortes.

Clique aqui para ler reportagem completa no site O Eco.

Clique aqui para ler o que foi publicado no site do Greenpeace sobre o assunto.

5 comentários:

Anônimo disse...

Todos estão vendo a cidade de Juína como uma cidade sem lei, mas as coisas nao sao bem assim.
Pois é facil as pessoas chegarem aqui dizendo que são "jornalistas" que estao fazendo uma pesquisa sobre a cultura dos indios da tribo Enawenê Nawê,sendo na verdade uma grande mentira; pois estao usandos dos indios para alcançarem seus proprios objetivos.
Tudo que o mundo sabe até agora é só o lado das pessoas que querem ganhar a AMAZONIA usando o nome dos indios.
Ninguem ve o lado das pessoas que Compraram as terras do Rio Preto com esforço e dignidade, que dedicaram suas vidas ali.Dizer que os fazendeiros grilaram estas terras é uma calúnia; Nosso pais esta tão indigno que nao se pode confiar nem no que se conquista.

Alexandre disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre disse...

Caro (fazendeiro) anônimo,

Além de opiniões, no que se baseiam seus argumentos? Se possível, informe dados (que possam ser checados) para podermos entender melhor seu ponto de vista.

Pra quem assistir ao vídeo e ler as duas reportagens citadas nesse post, seu comentário só reforça a imagem de Juína como uma cidade sem lei.

Tenho também algumas perguntas a lhe fazer, já que vc é de Juína e que tenta defender que ela NÃO é uma cidade sem lei:

- Em que lei o prefeito junto com a câmara de vereadores forçou a prestar esclarecimentos, interrogou e expulsou da cidade pessoas que queriam fazer uma reportagem sobre os índios? O amparo legal foi o de os fazendeiros da cidade não concordarem com o ponto de vista dos que foram expulsos?

- No vídeo, alguém de Juína diz que os índios são DELE e dos demais fazendeiros, vereadores e prefeito presentes na câmara. Eles acreditam mesmo que os índios são posse deles? Qual foi a lei municipal que institui isso?!

- Vc sabe que ameaça de morte é crime, certo? Ou ela está legalizada em Juína também?!

- Para que entendamos a importância dos fazendeiros para a região, gostaria de saber:
* Quando e de quem vc ou sua família comprou suas terras?
* Qual o uso que fazem dessas terras? Pecuária?
* Vc faz queimadas em suas terras? Se sim, com que freqüência?
* Pq vc se sentiu envergonhado(a) de assinar seu comentário?

Esse tipo de informação é bastante relevante, para contextualizarmos seus argumentos.

Por último, peço-lhe para agradecer ao prefeito, aos fazendeiros e a todos os vereadores de Juína, pois a ação truculenta deles deu ampla visibilidade à situação vivida em Juína, e agilizará em muito a solução para o problema através dos meios LEGAIS, via Ministério Público Federal.

Alexandre disse...

em tempo..

Agradeço em nome do blog ISES DO BRASIL à amiga Cláudia de Siervi, que indicou esta notícia.

Felipe Monteiro disse...

Impressionante que possa haver algo desse nivel num pais que se diz democrático, brilhante o acumulo de informações e o chamado para um assunto que passa quase que desapercebido.
grande abraço alex